quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VÍTIMAS DAS ILUSÕES


VÍTIMAS DAS ILUSÕES

Você se considera uma pessoa livre das armadilhas da ilusão?

Se a sua resposta foi sim, considere o seguinte:

Quando alguém julga infalível a sua razão, está bem perto do erro, pois geralmente nosso juízo é apressado, parcial e muito limitado.

Quando observamos a situação atual da nossa sociedade, podemos perceber que a grande maioria das pessoas está sob a influência de algum tipo de ilusão.

A ilusão da eterna beleza física, por exemplo, é quase generalizada.

Que digam os fabricantes de produtos criados com essa finalidade e os profissionais da área...

Chegou a tal ponto a preocupação com a beleza física, que jovens de 20 e poucos anos estão desesperados por causa das rugas que poderão aparecer no futuro...

A busca por produtos que evitem que as marcas de expressão se transformem em vincos na face, é assustadora.

Mas o tempo se encarregará pelo desgaste natural que surge com o passar dos anos, triunfando sobre a ilusão da eterna juventude do corpo.

Sem dúvida, é louvável a possibilidade que os avanços científicos propiciam para que as pessoas se sintam bem.

A medicina estética surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema físico.

Todavia, acreditar que os recursos da tecnologia vão nos tornar jovens no corpo físico para sempre, é triste ilusão.

Outra maneira de nos iludir é imaginar que um governo possa resolver todos os problemas de uma sociedade, de forma milagrosa, acreditando num discurso vazio e sem fundamentos lógicos e coerentes com a realidade.

O sabor da desilusão, nesses casos, pode ser amargo e trazer consequências desastrosas, gerando desânimo ou revolta no meio dos que se iludiram.

Aproveitando essa fragilidade dos indivíduos, de cair nas malhas da ilusão, o comércio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.

São cintos para disfarçar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pareça mais delineada...

Sutiãs que simulam seios maiores, mais torneados...

Calças e meias com bumbuns postiços, e muito mais...

São iludidos... São ilusões...

Existem também pessoas que se iludem sobre seu próprio caráter. De tanto mentir acabam por acreditar nas mentiras que inventaram.

E, pior ainda, acreditam que os outros são tolos a ponto de não perceberem que mentem, e continuam jurando, até diante das câmeras, que dizem a verdade.

Existem pessoas visivelmente convencidas de que são donas da vontade alheia, tornando-se déspotas no lar ou no trabalho, iludidas de que terão para sempre seus reféns.

Há indivíduos que desejam ser eternamente dependentes de outros indivíduos, na tentativa de burlar as leis do progresso e permanecer infantis para sempre.

Meras ilusões...

Poderíamos trazer inúmeros outros exemplos, mas não é essa a intenção.

Desejamos tão-somente trazer à baila a questão das ilusões que cada vez mais estão presentes em nossas vidas.

No entanto, essa é uma questão que só será solucionada quando cada um quiser, pois é de foro íntimo e exige reflexão séria e isenta de prevenção.

E a prevenção, juntamente com a pretensão, é forte indício de ilusão, pois quem julga infalível a sua razão, está bem perto do erro.

É graças ao poder de iludir que têm certos indivíduos, e à propensão para se deixar iludir de outros tantos, que a vida toma rumos perigosos e conduz a destinos incertos.

Vale a pena pensar um pouco mais sobre essa questão.

Buscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a direção que tomamos.

Retirar do olhar o véu das ilusões e seguir a passos firmes na direção da felicidade sem disfarces e sem fantasias.

Na direção da felicidade efetiva, que só a realidade pode nos oferecer.

Pensemos nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita

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sábado, 25 de setembro de 2010

REFLEXÃO...



Procure dar o mais que puder...

Uma boa palavra...

Um sorriso...

Um gesto de incentivo...

Um pensamento generoso...

E você há de sentir em seu coração a grande verdade: é muito melhor dar que receber!

Ainda não percebeu isto?

Experimente, então!

Ajude alguém, desinteressadamente, e observe como lhe virá bater à porta, com as mãos cheias de alegria, a maior felicidade que você possa conhecer em sua vida:

A FELICIDADE DE DAR

CAPÍTULO 108 “Minutos de Sabedoria” C.Torres Pastorino

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

COMPREENDE MELHOR


COMPREENDE MELHOR

A compreensão é um dom espiritual que todos temos e que varia muito em função do modo como assimilamos as coisas. Varia em razão da evolução espiritual de cada criatura. Há dois modos de compreender: o primeiro, é compreender e não praticar; o segundo é capacitar-se e viver o que já aprendeu pelas faculdades do discernimento.

Em todos os acontecimentos que a vida nos apresenta, podemos avaliar cada vez melhor as nossas condições espirituais ante a sociedade, sendo de senso comum que não devemos criticar os outros com esperanças de tomarmos os lugares que eles já alcançaram por méritos. Compete a cada um conquistar o seu próprio ambiente e a sua própria posição entre os que viajam ao seu lado, sem o timbre da vaidade nem o barulho do orgulho. Deves atingir a tua posição com humildade e acatamento, com respeito e honestidade, porque não é desmerecendo os teus semelhantes que alcançarás a verdadeira honra. A escola de Cristo é bem diferente das escolas do mundo.

O mundo ensina o egoísmo; Jesus, o desprendimento com discernimento.

O mundo ensina o orgulho de raça; Jesus, o amor a todas as criaturas.

O mundo limita-se a ensinar o amor à família; Jesus ensina o amor universal.

O mundo instrui para que aprendamos a sabedoria exterior; Jesus nos adverte sobre os conhecimentos internos.

O mundo nos ensina o revide das ofensas para salvaguardar a honra; Jesus nos mostra, com exemplos de Sua vida, o perdão aos que nos ofendem e caluniam.

O mundo nos cobre de glórias quando matamos; Jesus nos conduz para a paz de consciência quando preservamos as vidas.

O mundo nos ensina a conquistar os bens materiais; Jesus nos mostra os valores dos tesouros imperecíveis do espírito.

Eis os primeiros toques da grandeza do Mestre, que podes avaliar e seguir, e os caminhos que podes escolher: o de Jesus ou o do mundo.

Aquele que compreende melhor o futuro da alma vive no mundo, mas não se esquece de viver com Jesus no coração, porque Ele ajuda a seguir o melhor. Cristo não veio ao mundo fora de época, como dizem muitos dos que ignoram os verdadeiros objetivos dos ensinos do Senhor. Ele desceu à Terra na nave do Amor, no momento certo e na hora pré-estabelecida por Deus, em socorro à humanidade sofredora, para consolar, curar e salvar as criaturas dando condições a cada um de se salvar a si mesmo, cumprindo as escrituras inspiradas por Ele mesmo, no comando do progresso do planeta.

Deves assimilar, o quanto puderes, o que se refere ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o código divino da esperança em ascensão, pois somente ele extingue das nações o ódio, a usura, o egoísmo, e estabelece a confiança recíproca entre todos os povos da Terra.

O Evangelho nos ajuda a compreender melhor os nossos irmãos, para que possamos viver na eterna paz de consciência, sem prejudicar os que procuram esses mesmos caminhos com destino ao paraíso interno, onde reina a felicidade.

Trecho do livro: “Cirurgia Moral” – João Nunes Maia – pelo Espírito Lancellin

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domingo, 19 de setembro de 2010

ABRA SEU CORAÇÃO


ABRA SEU CORAÇÃO

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.

Falava-se que o quadro era lindo.

As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados porque o pintor era, de fato, muito famoso.

Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.

O quadro era realmente impressionante.

Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios.

Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.

Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.

Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: A porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que o Visitante poderá abri-la?

É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.

A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.

Muitas vezes mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.

Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a Visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao Seu chamado.

Todavia, muitos O chamamos de Mestre mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.

Grande quantidade de cristãos fala que Ele é o médico das almas, mas não segue as prescrições d'Ele.

Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz...

Talvez seja por esse motivo que a Humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.

Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.

E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.

Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio...

Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.

Assim, quando você menos esperar, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.

O olhar de Jesus dulcificava as multidões.

Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.

Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas à conquista da felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base no verbete Jesus, do livro “Repositório de sabedoria”, v. 2, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AMOR DE VERDADE


Este post é em comemoração ao aniversário de 2 anos do Blog http://cantinhodabarbiegirl.blogspot.com/ da querida amiga Cíntia, que nos propôs uma participação em sua Blogagem Coletiva, com o tema Amor.

Parabéns querida, pois sei o quanto de amor você coloca em seu Blog e que este amor a mova em tudo em sua vida.


Participe dessa festa, você também!!

AMOR DE VERDADE

Martin era um sapateiro em uma vila pequena. Desde que morreu a esposa e os filhos, ele se tornou triste.

Um dia, um homem sábio lhe falou que ele deveria ler os Evangelhos porque lá ele descobriria como Deus gostaria que ele vivesse.

Martin passou a ler os Evangelhos. Certo dia leu a narrativa do Evangelho de Lucas do banquete em casa do rico fariseu que recebeu Jesus em sua casa, mas não providenciou água para os pés, nem ungiu a cabeça de Jesus, nem O beijou.

Naquela noite, Martin foi dormir pensando em como ele receberia Jesus, se Ele viesse a sua casa.

De repente, acordou sobressaltado com uma voz que lhe dizia: Martin! Olha para a rua amanhã, pois Eu virei.

Logo cedo, o sapateiro acendeu o fogo e preparou sua sopa de repolho e seu mingau.

Começou a trabalhar e se sentou junto à janela para melhor ver a rua.

Pensando na noite da véspera, mais olhava a rua do que trabalhava.

Passou um porteiro de casa, um carregador de água. Depois uma mulher com sapatos de camponesa, com um bebê ao colo. Ela estava vestida com roupas pobres, leves e velhas. Segurando o bebê junto ao corpo, buscava protegê-lo do vento frio que soprava forte.

Martin convidou-a a entrar e lhe serviu sopa. Enquanto comia ela contou sua vida. Seu marido era soldado. Estava longe há 8 meses. Ela já vendera tudo o que tinha e acabara de empenhar seu xale.

Martin buscou um casaco grosso e pesado e envolveu a mulher e o filho. Depois de alimentados e agasalhados, eles se foram, não sem antes Martin deixar na mão da pobre mãe umas moedas para que ela pudesse tirar o xale do penhor.

Quando um velho que trabalhava na rua, limpando a neve da frente das casas, parou para descansar, encostado à parede da sua oficina e lar, Martin o convidou a entrar.

Serviu-lhe chá quente e lhe falou da sua espera. Ele aguardava Jesus.

O velho homem foi embora, reconfortado no corpo e na alma e Martin voltou a costurar uma botina.

O dia acabou. E quando ele não podia mais ver para passar a agulha pelos furos do couro, juntou suas ferramentas, varreu o chão e colocou o lampião sobre a mesa.

Buscou o Evangelho e o abriu. Então, ouvindo passos, ele olhou em volta. Uma voz sussurrou: Martin, você não me conhece?

Quem é? Perguntou o sapateiro.

Sou Eu. Disse a voz. E num canto da sala, apareceu a mulher com o bebê ao colo. Ela sorriu, o bebê também e então desapareceram.

Sou Eu. Tornou a falar a voz. Em outro canto apareceu o velho homem. Sorriu. E desapareceu.

A alma de Martin se alegrou. Ele começou a ler o Evangelho onde estava aberto.

Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era hóspede, e me recolhestes.

No fim da página, ele leu: Quantas vezes vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim é que o fizestes.

E Martin compreendeu que o Cristo tinha ido a ele naquele dia, e que ele O recebera bem.

Redação do Momento Espírita com base no artigo Amor é isso, da Revista Presença

Espírita de nov/dez 1996, ed. Leal.

Imagem: http://images.google.com.br

terça-feira, 14 de setembro de 2010

MOMENTO DE REFLEXÃO

Que a Paz preencha o coração de cada um de nós e junto com o Amor impere em nós e pelo mundo.
Guerras destroem, aniquilam..mas não trazem Paz...
O caminho pela Paz é o Amor incondicional... precisamos nos esforçar em vivê-lo mais intensamente em nossas vidas...
Meu desejo é que vocês a descubram dentro de seus corações, a cultivem amorosamente e deixem que ela seja direção em suas vidas.
Meu carinho e beijos à todos vocês, meus amados(as) amigos(as)!
Valéria

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

EXISTÊNCIA DE DEUS


EXISTÊNCIA DE DEUS

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que, certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?

O crente fiel respondeu:

- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.

- Como assim? - indagou o chefe, admirado.

O servo humilde explicou-se:

- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?

- Pela letra.

- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?

- Pela marca do ourives.

- O empregado sorriu e acrescentou:

- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?

- Pelos rastos - respondeu o chefe, surpreendido.

Então, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a Lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:

- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!

Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

Do livro: “Pai Nosso” – Francisco Cândido Xavier – Espírito Meimei

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domingo, 5 de setembro de 2010

CARIDADE DO PENSAMENTO


CARIDADE DO PENSAMENTO

Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.

Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiações que liberamos, consciente ou inconscientemente.

Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as idéias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.

Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.

Cultivemos a caridade do pensamento.

Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.

No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.

Da obra: “Paciência” – Francisco Cândido Xavier - pelo espírito Emmanuel

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TEMPO CERTO

TEMPO CERTO

Em um dos livros bíblicos – o Eclesiastes – há um texto de grande beleza. É o capítulo 3.

Esse texto, que é atribuído ao sábio Rei Salomão, versa sobre o tempo e é uma preciosa lição.

Diz que tudo tem o seu tempo determinado, e que há tempo para todo o propósito sob o céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.

Tempo de derrubar, e tempo de edificar. Tempo de chorar, e tempo de rir ou de dançar.

Tempo de abraçar, e tempo de afastar-se. Tempo de buscar, e tempo de perder.

Tempo de guardar, e tempo de lançar fora. Tempo de rasgar, e tempo de costurar.

Tempo de calar, e tempo de falar.

É uma sábia avaliação do ritmo e das leis que regem a vida. Nascemos quando precisamos de mais uma experiência na Terra.

E devemos deixar o corpo, no momento exato em que já cumprimos nossa missão na Terra. Nem antes, nem depois, mas no exato momento em que Deus nos convida a voltar para a nossa casa celeste.

Há a hora certa para falar: é quando nos dispomos a consolar o que chora, a emprestar um ombro amigo, a dar um bom conselho.

Há o momento de silenciar, quando basta segurar a mão de alguém e transmitir solidariedade.

E há o momento de calar, para não ofender, magoar, maltratar.

Há o momento de plantar e o de colher. Não podemos esquecer que tudo o que semearmos livremente, seremos obrigados a colher mais tarde.

É uma lei universal chamada causa e efeito: a vida nos devolverá na exata medida do que fizermos.

Seríamos tão mais felizes se observássemos o momento adequado de todas as coisas.

A vida requer olhos atentos. Não apenas os olhos físicos, mas as janelas da alma que são capazes de identificar necessidades e potenciais alheios.

As almas sensíveis reconhecem a hora certa de agir.

Diz o texto do Eclesiastes que não há coisa melhor do que alegrar-se e fazer o bem. Somente um sábio seria capaz de dizer tão profunda verdade com tanta simplicidade!

Viver contente com todos os aprendizados que a vida traz é uma arte pouco praticada e quase desconhecida.

Saber alegrar-se com as pequeninas coisas de todo dia. Descobrir poesia em pétalas de flor, luares e poentes.

E fazer o bem? Há atividade mais agradável aos olhos de Deus que amar todos os seres, respeitar a Criação Divina, impregnar-se de ternura?

É esse sentimento de admiração à obra Divina que fez o sábio Salomão escrever:

Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente. Nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar.

Sim, diante da obra Divina, só nos cabe entender que nada acontece sem que o Pai Celeste saiba e permita.

Embora debaixo do sol haja mais impiedade que demonstrações de amor, mais iniqüidade que justiça, acredite: tudo está correto e seguindo a vontade Divina.

Isso é tranqüilizador.

O importante não é a maneira como os outros agem, mas como nós agimos.

Não se preocupe com os outros. Preste contas apenas de sua vida e de seus atos.

Alegre-se com o amor de Deus, aja de forma reta, tenha a consciência asserenada pelo dever cumprido. Tudo isso se transforma automaticamente em felicidade.

Redação do Momento Espírita

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