quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ETERNOS PAIS...ETERNOS FILHOS...(de ValériaC)

Acho maravilhoso quando a vida nos dá a oportunidade de nos tornar “PAIS”.

Na verdade ser pai/mãe são “papéis”, sublimes sim, de grande doação e amor. O que me deixa abismada é ver o quanto nos prendemos a estes papéis, especialmente quando vejo adultos, às vezes, com bastante idade, agindo como eternos filhos, que para tudo o que vão fazer, buscam o apoio, o mimo, a proteção dos pais e do outro lado, vemos os pais, superprotetores, que não deixam o filho se libertar, ser independente, assumir suas responsabilidades na vida.

Erram todos, os pais em querer sempre ver o filho como criança indefesa e eles como muito uteis aos filhos e os filhos que em suas fantasias, acham que o papel que os pais tem que desempenhar é eterno e recusam-se a definitivamente crescer, achando muitas vezes natural toda essa dependência.

Está na hora de entendermos que tudo a seu devido tempo. Enquanto pequenos e adolescentes, é certo agirmos como pais zelosos, que passem valores, orientem, mas sempre no intuito de que os filhos num futuro breve, venham a andar com suas próprias pernas, enfim, serem responsáveis por si. Pois se não agirmos desta forma, estaremos formando pessoas imaturas, inseguras, dependentes nos diversos níveis, às vezes até financeiramente.

Vamos nos focar em ensinar a vida aos filhos sem excessos, sem protecionismo, pois muitos confundem “amor” com superproteção e no final das contas tudo o que conseguimos ao invés de ajuda-los a crescer, é torna-los adultos frágeis, com muita dificuldade em enfrentar os desafios da vida.

Se verdadeiramente amamos nossos filhos, vamos pensar bem nisto, vamos construir um belo elo de respeito, amor e amizade, tudo com equilíbrio, para que haja independência e crescimento de ambos os lados.

Texto de: ValériaC

Imagem: daqui

37 comentários:

  1. Valéria
    Teu texto é perfeito quando mostra que o amor aos filhos deve ser equilibrado.
    Sou muito coruja e sei bem o mal que isso causa tanto a eles como a mim mesma.
    Gratidão
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  2. E esse independência é importante...Saber vê-los tendo SUAS vidas...Claro, sempre com nosso olhar atento e amigo! beijos,lindo dia,chica

    ResponderExcluir
  3. oi Va,

    sei bem como esse amor tem que ser na dose certa,
    com o casamento do Bruno batendo a nossa porta,
    o amor não pode sufocar...
    aprendendo todos os dias...

    beijinhos,minha querida

    ResponderExcluir
  4. Bom dia meus queridos(as), o tema de hoje é algo que tenho sentido grande necessidade de conscientização, pois canso de ver pais sendo eternamente protetores de seus filhos e filhos extremamente dependentes de seus pais, já numa idade e fase que não é mais compatível ser este o papel de cada um.

    Eu sei que alguns ficaram meio chocados com isto, porque criamos muitas expectativas de como devem ser os pais, de que "devem" desempenhar os seus papeis com máxima perfeição etc... e nós quando ficamos pais, quanto nos esquecemos que além de pai e mãe, somos uma pessoa, homem, mulher, que tem sonhos, ideais, e se anulam em quase tudo, para se tornarem somente pai e mãe, se bem que as mulheres tendem muito mais este tipo de comportamento e passam a vida vivendo só esta faceta de suas personalidades e em muitas vezes, nem são tão reconhecidas assim.

    É claro que nós que somos mães e pais estamos e estaremos sempre atentos aos filhos, pois os amamos, mas temos que estar também atentos a deixá-los assumirem ser quem são, a terem suas próprias responsabilidades.

    Apoiarem-se mutualmente é benéfico, afinal um laço foi criado, cultivado, só não podemos querer cuidar até velhinhos de nossos filhos, como se eles fossem as criancinhas que as vezes insistimos em "perceber" neles.

    Temos que confiar na capacidade e maturidade deles, isso pode até nos preocupar, mas temos que entender de uma vez por todas que filhos, são um ser à parte de nós, uma alma que veio ao mundo para evoluir, assim como nós e que por mais que os amemos, nem sempre conseguiremos evitar que sofram e que tenham problemas. Por acaso nossos pais conseguiram nos poupar de todas as tristezas ou problemas que tivemos e temos na vida? Ou seja, somos pais, não super heróis e quantas vezes queremos ser os heróis e com isso, só enfraquecemos nossos filhos, tentando os poupar da vida.

    Podemos apoia-los, mas eles têm que aprender a resolver seus problemas sozinhos.

    Estou cansada de ver filhos adultos, casados, que não sabem sequer receber os pais para um jantar, uma comemoração natalina ou outra , ficam sempre esperando que a iniciativa seja na casa dos pais, como se fosse papel dos pais serem os anfitriões, sempre. Filhos que não sabem lidar com dinheiro, ou pior, que até dependem do dinheiro dos pais para viver ou complementar a renda para suprir seus gastos.

    Infelizmente quando ficamos vivendo desta forma, corremos sim o risco de ficarmos sendo vistos como alguém(quase um objeto) de muita utilidade para os filhos, financeiramente, como aqueles que cuidam de tudo, que cuidam dos netos(e ainda reclamam porque dizem que os avós estragam, que não educam direito, mas não querem colocar os filhos em escolinhas etc..), enfim, são situações que muito tenho observado na vida.

    Então vamos sim, formar estes elos com muito amor, mas a partir do momento que eles chegam a ter mais idade, vamos sendo menos pais, não no amor, isso jamais, mas no sentido de querermos continuar a "dirigir" e zelar em demasia pelo filho. Sejamos muito amigos...caminhando à vida juntos, apoiando, trocando experiencias,crescendo, se respeitando e evoluindo.

    Grata pela presença e comentários minhas queridas Chica, Zizi, Rô e Simone.

    Tenham todos um ótimo dia...

    ResponderExcluir
  5. Valéria,
    A harmonia também passa por aí, respeitar o normal desenvolvimento de cada um.

    beijo :)

    ResponderExcluir
  6. Oi Val, perfeito teu texto, e mais ainda o comentário que colocou, outro texto cheio de verdades.
    Sei bem o que é enfrentar problemas desse tipo, criei meu filho sozinha e na ânsia de compensar a falta do pai cometi erros.
    Na época não tinha a consciência que tenho hoje e estou tendo um trabalho enorme e pagando um preço alto pela superproteção que dei ao meu filho.
    Mas como sempre digo, tudo tem jeito e com paciência tenho certeza que conseguirei acertar tudo isso.
    Você tem acompanhado minha vida e sabe bem tudo que tenho enfrentado.
    Que tudo que foi exposto aqui sirva de alerta a tantos pais e mães, "vamos sendo menos pais quando eles atingirem uma certa idade, não no sentido do amor, mas no sentido de deixá-los caminhar com suas próprias pernas, aconselhar sim, mas não viver a vida por eles".
    Apesar da superproteção, a base eu dei, valores, educação,cabe agora á ele acertar o passo.
    Beijos á ti e um lindo dia!

    ResponderExcluir
  7. A gente sabe disso tudo...mas inconscientemente o pai e a mãe está lá tagarelando no nosso ouvido. Cabe a nós "indetificar" e assumir o controle.

    Grande beijo Valéria!!!

    ResponderExcluir
  8. A.C., Isa e Sheila, meus queridos, grata pela participação nesta reflexão de hoje...

    É verdade, teoricamente todos nós sabemos de tudo isto que eu disse, mas na prática, nem sempre agimos assim.

    Penso que todos nós já crescemos como um modelo mental do que tem que ser o papel dos pais e dos filhos, um tanto quanto equivocado.

    Realmente cabe a nós discernirmos bem o que fazer.

    Creio que ainda nos confundimos muito até onde é amor, e até onde passamos a superproteger e mimar nossos filhos. É preciso mesmo muito bom senso, porque quando ultrapassamos a linha do amor e começamos a "mimar" e digamos assim, que esta linha é um tanto quanto tênue, temos um efeito oposto do que nosso carinho materno/paternal gostaria, pois os fragilizamos nos mais diferentes setores de suas vidas. E ao invés de os vermos felizes, confiantes em suas capacidades e realizados, os vemos infelizes, inseguros, dependentes, muitos chegam até à depressão, porque não tiveram preparo em saber lidar com as situações da vida e as vezes, até em situações simples do cotidiano.

    Por mais que amemos nossos filhos, temos que lembrar que vão crescer e se queremos vê-los melhor preparados, temos que os preparar, estimulando a independência deles desde bem pequenos,claro, o possível dentro de cada faixa etária, pois com isso eles aprendem a cuidar de si, começam a assumir seus compromissos e responsabilidades escolares, a desenvolver seus potenciais, para depois futuramente tornarem-se universitários, profissionais e assim segue.

    Grata pela participação de todos, nesta reflexão, todos vem e enriquecem o tema e então estarei interagindo com vocês, acrescentando eventualmente, mais algum comentário.

    ResponderExcluir
  9. Val, minha florzinha de algodão, lido todos os dias com o desafio de lidar com crianças que os pais não dão em casa o limite necessário e sentem dificuldade quando ouvem um não fora de casa. Tenho alunos minha amiga que os pais deixam fazer tudo, deitar e rolar e quando nós, professores damos bronca eles fazem "bico" pra nós, ficam chateados e frustradíssimos por uma simples bronca. Tento fazer um trabalho diferente com esses pequenos, pois "nãos" e outras frustrações bem maiores eles vão enfrentar pela vida afora e se não estiverem preparados vão ficar como vc colocou até deprimidos. Meu receio é que eles acham que o mundo tem que funcionar de acordo com ele, em favor dele sempre e não pode ser o contrário. Mas isso tudo tem que ser um trabalho conjunto, não adianta o professor fazer sua parte se os pais em casa não fazem. Fiquei com vontade de pegar seus comentários aqui e seu texto e imprimir num folheto e distribuir para algumas mães da escola, sério!!! Claro amiga, não são todas, lido com muitas mães incríveis, mas tudo tem seu lado bom e outro nem tanto.

    Espero de coração que quando chegar a minha vez de educar meus filhos eu o faça como colocou, que assim seja, afinal ninguém nasce sabendo ser mãe.

    Amo vc minha linda, bjokitas recheadas de afeto na bochecha!
    :)

    ResponderExcluir
  10. Olá Valéria,
    De fato, muitos pais superprotegem seus filhos e acabam transformando-os em adultos imaturos, sem capacidade para caminharem com as próprias pernas.
    Concordo que é um grande erro, pois os filhos devem ser criados para o mundo. Logo, para o mundo eles devem ser preparados, caso contrário os próprios pais estarão deixando margem para sofrerem quando perceberem o sofrimentos dos filhos diante das dificuldades da vida.
    Ótima texto para reflexão dos pais.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  11. Criar e educar os filhos é uma tarefa,
    que não é simples, mas que tem que ser feita, pensando-se sempre que em quanto crianças tem de ser felizes, mas que esta felicidade, não venha a fazer deles adultos inseguros, adultos dependentes.
    Diálogo, orientação desde o início de suas vidas, mostrando que tem de ouvir os pais (Pai/Mãe) e aceitar as suas orientações para que no futuro possam ter sua independência, com segurança, com alegria e amor aos pais.
    Os filhos crescem e se foram bem orientados e não tiveram excessos de mimos certamente seguirão as suas vidas com tranquilidade, sabendo resolver os problemas que a vida sempre traz.
    Os pais por sua vez devem permitir que seus filhos vivam a sua fase adulta sem interferências. Se pedirem ajuda devem estar prontos para orientar, se não pedirem, só interferir em caso de extrema necessidade como o faríamos com um amigo que estivesse passando por um momento de perigo.

    Tenho 3 filhas adultas que eu e a mãe delas criamos e posso dizer que
    estamos felizes vendo-as como adultas sabendo viver. Amo minhas filhas, como grandes amigas que eu tenho e sei que a reciprocidade é verdadeira.

    Idade delas: 46/44/42 anos.
    Uma observação separei-me da mãe delas quando minha filha caçula já passava dos 21anos.

    Estou em um segundo casamento há 20 anos...

    Valéria, minha querida, obrigado por dar-me a oportunidade de expor um pouco sobre minas filhas e eu.
    Tenha uma tarde linda..
    Beijos

    ResponderExcluir
  12. Muito bom Valéria.
    Os pais são sempre grandes defensores, mas precisam deixar seus filhos andarem.
    Grande texto amiga!
    Xeros

    ResponderExcluir
  13. Como é dificil aceitar o crescimento dos filhos, enquanto pequenos a gente reza para que cresçam,mas quando isto acontece...nossa daria qualquer coisa para ter o nenem de volta.
    O velho dito popular FILHOS CRIADOS TRABALHO DOBRADO.
    E enquanto isto a vida segue...
    Tua casa está linda...com cheiro de primavera....parabens...
    beijos

    ResponderExcluir
  14. Val,confesso que tenho que vestir essa carapuça!...rss...sou maezona mesmo!Me esforço pra soltar minha filhota,sei que logo ela vai voar,mas confesso...não é facil!...rss...bjs,

    ResponderExcluir
  15. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  16. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  17. Valerinha minha vez..rss;;você sabe que gosto muito de vir aqui pelo asuntos um tanto polêmicos e que tb devem ser discutidos..
    Essa dozagem entre o amor a dar para os filhos e a liberdade de deixa-los ir é dificil...Os filhos tendem a querer voar,ir embora e isso é natural...Na natureza todos os animais se vão quando as mães fazem a sua parte..Mas nós humanos não agimos assim,pois somos racionais e isso muitas vezes gera apego,carência,egoismo etccc..
    E quando os filhos são criados com amor para o mundo funciona bem mais..
    Se tentamos fazer-los ficar dependentes de nós acabamos que prejudicando eles durante toda a vida..se tornaram adultos inseguros...E se demos liberdade demais,soltamos,largamos em uma idade pór ex como a adolêcencia corremos riscos de não conseguir alcança-los mais..
    É preciso ter ai uma medida certa ne? valerinha..??
    acertar em tudo não dá..mas podemos nos corrigir..
    beijão boa noite
    titi

    ResponderExcluir
  18. Valéria

    Boa noite

    Saber como participar da vida dos filhos, na medida em que eles crescem e tornam-se, como é necessário, senhores de suas vidas, é um exercício de amor e desapego. Sempre vai existir a preocupação a proteção, que inclusive na medida que os pais envelhecem, passa a ter um sentido de reciprocidade.

    Um abraço

    ResponderExcluir
  19. Olá Valéria vim agradecer sua visita e as palavras carinhosas, fiquei muito feliz por vc ter gostado do meu cantinho, é um prazer recebe-la.
    Estou adorando seu blog!Seus textos são lindos, já sou seguidora.
    Esta postagem sobre Pais superprotetores é um assunto para se pensar.. e muito.
    Beijos! Que a Paz e a Luz se faça sempre presente em sua vida.

    ResponderExcluir
  20. Olá minha amiga querida!
    Realmente a superproteção aos filhos causa na maioria das vezes, a dependência e a insegurança, é complicado, mas, é preciso saber dosar!
    É importante ensiná-los a irem à luta desde cedo, até porque na vida ninguém é definito e na nossa falta estarão preparados para enfrentar a vida... e com toda certeza, mais tarde, serão gratos e muito orgulhosos de seus pais.
    Ótimo texto amiga, uma grandiosa reflexão!
    Que os seus dias sejam sempre iluminados e repletos de paz!
    Um beijo enorme.

    ResponderExcluir
  21. Bom dia meus anjos...

    Meire, Vera, Élys, Anne, JR, Karla, Claudia, BOND, Leonice e Ilca meus queridos(as), fico muito feliz com a participação de vocês nesta reflexão, vejo que todos estão bem conscientes e cada um ajudou a enriquecer o tema. Minha gratidão à todos vocês.

    MEIRE minha querida, bendito sejam os professores, porque tem que ter uma paciência imensa para lidar bem com os alunos.
    Realmente a gente não nasce sabendo ser mãe/pai, a gente aprende enquanto vive o papel e infelizmente, de vários anos para cá, vemos muito que os pais delegam a função de educar os filhos, para os professores, pois, por diversos motivos, dentre eles o fato de trabalharem quase sempre fora, tudo fazem para os filhos, para "compensar" a ausência,ficam com pena de colocar limites claros para os filhos e não percebem que a um longo prazo, seus filhos serão fortes candidatos a terem problemas sérios em lidar com a vida, que como sempre digo, não poupa e não mima ninguém.
    Então se os pais querem o melhor para os filhos, tem que incentiva-los a ser independentes, a terem iniciativa própria, a cuidarem mais de si, desde bem pequenos. Pode parecer muito bonitinho, muito amoroso mimarmos nossos filhos, mas os estragos são imensos nos filhos.
    Amar sim, sempre... mimar, superproteger, de jeito algum.

    VERA minha amiga, você tem toda razão...como eu gostaria que muitos pais tivessem esta consciência, por isso acho fundamental que reforcemos mais uma vez a importância de sempre nos lembrarmos que nossos filhos são seres à parte de nós, que são para o mundo.
    Por mais que os amemos, temos que prepara-los para serem independentes em todos os sentidos, pelo próprio bem deles.

    ÉLYS meu querido amigo, eu quem fico feliz por você se sentir à vontade em compartilhar da sua vida e de suas filhas aqui, em minha casa. Grata por ter sido tão sincero em dar aqui seu testemunho como pai.
    Achei fantástico, porque apesar de você haver se separado, cuidou e educou muito bem suas filhas, juntamente com a mãe delas, sabendo orientar, as tornando independentes, pois um problema que muitas vezes acontece em casos de separação, como o da nossa querida Isa, há uma superproteção, muitas vezes para compensar a ausência do pai(ou da mãe em alguns casos), e isso acontece com muita gente que eu conheço. E isso infelizmente não é a melhor opção. Longe de mim, estar julgando,(quem me conhece sabe que abomino julgamentos, pois sei que tudo que nós fazemos sempre é na nossa melhor intenção) talvez se eu tivesse que criar meus filhos sozinha, faria exatamente a mesma coisa, quiça até pior.
    É que com o tempo, vamos olhando pra trás, vamos observando a vida e vendo tudo com outros olhos.
    E justamente por isso quis escrever este texto e compartilhar com vocês.
    Outro fator que achei super importante, foi você dizer que é amigo de suas filhas. Admirável isso amigo! Um exemplo para todos nós.
    Creio que até certa idade somos os pais que educam, que zelam, orientam, mas quando nossos filhos tornam-se adultos, o amor permanece, mas temos que ser mais amigos do que representarmos os papéis de pais.
    E só interferir na vida deles em ultimo caso, ou se pedirem algum suporte, caso contrário, temos que respeitar o modo e entendimento que eles tem da vida em suas diferentes situações.
    Acho que quando aprendemos a verdadeiramente a respeitar o ser humano que o outro é, damos passos significativos nos relacionamentos pais/filhos. Pois pais que exageram em cuidados e mimos com filhos adultos principalmente, estão "indiretamente" não os respeitando como adultos pensantes, capazes de cuidar de si, mesmo que seja de um modo bem distinto do que acharíamos certo. Precisamos aprender a respeitar e aceitar as escolhas de nossos filhos.
    Sabe, acho que sempre fui muito mais amiga dos meus filhos(de 22 e de 17), do que mãe...sempre coloquei limites bem claros, mas sempre houve tanto diálogo, tantas e longas conversas, que eu sou mais amiga do que mãe...e posso dizer que funcionou e funciona super bem.


    Grata mais uma vez a todos vocês...

    ResponderExcluir
  22. KARLA minha querida, você está certa... nós tendemos mesmo a protegê-los, especialmente quando pequenos, mas temos que pegar mais leve conforme vão crescendo e como você colocou, temos que deixar nossos filhos andarem com suas próprias pernas.

    JR minha irmã querida, é verdade, nós sempre acabamos num dilema... rsrs... queremos que eles cresçam, e quando crescem sentimos vontade que fossem pequenos... é que cada fase traz em si seus desafios para eles que estão "descobrindo" o mundo, ampliando horizontes em suas vidas e de outro lado vem o nosso desafio em aceitar este crescimento, torcendo para que seja fundamentado em amadurecimento.
    Aprendizagem para todos não é mesmo amiga? Feliz demais com sua presença aqui em casa...

    ANNE minha florzinha, dá pra sentir daqui que você é um mãezona mesmo, super carinhosa, mas ela ainda é pequena e requer mais cuidados, mas se esforce minha querida, na medida que ela vai crescendo, dê muitooooo amor... mas estimule a independência dela, incentive muito a iniciativa, a capacidade que ela tem de fazer as coisas por si, elogie a cada oportunidade que você veja progressos dela e verá com não terá problemas,viu?

    TITI minha querida... fico feliz que goste destas reflexões amiga... é bem por aí mesmo... a linha que geralmente separa as coisas na vida é bem tênue e temos que como em tudo, buscar o equilíbrio.
    Sei que dosarmos o amor, que entre prender ou soltar cedo demais os filhos, é um grande dilema e desafio para todos nós, mas vamos usando o bom senso e junto vamos ouvindo nosso coração, sempre dialogando muito sinceramente com nossos filhos, expondo os nossos receios e pontos de vista e nesta troca vamos encontrando o equilíbrio, não é mesmo?

    BOND meu amigo, é verdade... você tocou num ponto muito importante...
    Inquestionavelmente o Amor que sentimos pelos nossos filhos e eles por nós ,é um elo eterno, que tem mesmo que ser cultivado, mas o que mais sentimos que temos que trabalhar é o desapego. Ow lição que dá trabalho, não é mesmo?
    Se faz urgente este trabalho, porque eles crescem e queiramos ou não, seguirão suas vidas e tudo será mais ameno, mais equilibrado, se soubermos desapegar, até porque temos que confiar na orientação, na formação que demos a eles enquanto crianças e adolescentes.
    É sempre uma alegria sua presença aqui, amigo.Grata por sua participação.

    LEONICE, estou super feliz com sua companhia por aqui...seja muito bem vinda, sinta-se em casa...vamos compartilhar muito viu amiga?

    ILCA minha amiga, é isso mesmo... fico contente demais por ver que cada um que vem, enriquece mais o tema...
    Com toda certeza, quanto mais cedo nós os preparamos pra vida, melhor...você tocou num ponto importantíssimo, na ausência de um ou ambos os pais, os filhos têm que estar preparados para saber cuidarem de si, caso ocorra esta eventualidade. Eu conheço um caso que a moça, perdeu o pai, a mãe e a irmã, de uma vez só. Então vemos a importância de prepará-los como você disse, desde bem cedo, pois não sabemos o destino de cada um.

    Meus anjos meu carinho e gratidão a cada um de vocês...tenham um lindo dia...fiquem na paz...

    ResponderExcluir
  23. Amiga querida, retificando o que acabo de ler: no meu comentário acima eu quis dizer que não somos "infinitos."
    Desculpe, digitei mal.
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  24. Olá Valéria. Tudo na vida deve ser equilibrado, inclusive o amor. Eu também não soube dosar o meu amor por minha filha. Pequei por exagero. Beijos.

    ResponderExcluir
  25. Valeria,adorei seu comentário!Parece até que conhece minha filha!...rss...obrigada pelas dicas preciosas!bjs,

    ResponderExcluir
  26. Valéria
    Eu já havia passado por aqui e lido a sua resposta, eu sempre passo para ver, mas senti vontade de responder mais tarde, pois você fala de uma forma tão amável que chegou a tocar a minha emoção. Ver minhas filhas criadas e ver a grande amizade e amor que tenho por elas e elas por mim é algo que me traz uma grande felicidade. Eu por sentir-me à vontade em sua casa citei algumas particularidades da minha vida.
    Tenha uma boa noite.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  27. Ser pai e/ou mãe é de imensa responsabilidade pois Deus nos concede a oportunidade de desenvolver os laços do Amor sem apego. Um tremendo exercício, pois quão fácil é apegarmos aos filhos.

    Somos ainda assim, mas a caminho do equilíbrio. Quanto isso vai demorar depende de cada um, não é mesmo?
    Anjo, beijo, de coração!!!

    ResponderExcluir
  28. Bom dia meus queridos (as)!

    Ilca, Anne e Élys mais uma vez grata por suas presenças e palavras...

    MARIA JOSÉ minha querida amiga, assim como você, tenho percebido o quanto precisamos ter equilíbrio em tudo em nossas vidas.
    E querida, amar não tem contraindicação nunca... mas excesso de mimos e superproteção sim... e você fez muitíssimo bem em amar muito a Marcela, com certeza.

    JORGE meu bom amigo, é verdade, sermos pais é uma responsabilidade imensa, mas também é uma missão maravilhosa e divina; temos mesmo que trabalhar o desapego, porque não nos é benéfico, com relação a nada e nem ninguém.
    E vamos trabalhando tudo isso cada um no seu ritmo e tempo de amadurecimento.

    Meus amigos(as), mais uma vez agradeço à todos que aqui passaram, sentaram-se na sala de estar desta minha singela casa, que é também de todos vocês e enriqueceram a reflexão... tenham um abençoado dia, um maravilhoso final de semana, cheio de alegrias, paz e muito amor...

    ResponderExcluir
  29. Muito lindo Valéria.
    Gostei do texto , ele diz muito.

    O amor de uma mãe é sempre muito além, do que os filhos possam perceber.

    Mas o tempo se encarrega de amadurecer, e ensinar quando não se aprendeu direito.

    Beijo linda.

    ResponderExcluir
  30. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  31. Oi Val, voltei pra ler os coments rsss e realmente é uma tarefa e tanto educar filhos, como eles não vem com manual de instruções vamos fazendo de acordo com nosso entendimento.
    Que bom que muitos hoje já tem uma visão diferente sobre educação, assim estarão educando muito melhor seus filhos para o futuro.
    Sempre bom textos assim, onde muitos podem acertar o passo e estar conscientes das coisas.
    Mas tudo tem jeito, apesar de eu ter errado em alguns aspectos com o meu, estou agora me empenhando em mudar as coisas, sempre é tempo e nada nunca está perdido não é mesmo?
    Beijos no coração e fim de semana abençoado pra ti minha amiga!

    ResponderExcluir
  32. Fazemos o que achamos melhor para nossos filhos, náo existe uma regra de como educar, fazemos tudo por amor...
    Beijo Lisette.

    ResponderExcluir
  33. Val,passei pra deixar um carinho e desejar bom final de semana!Bjs,

    ResponderExcluir
  34. Amiga Valéria absolutamente excelente. Protegemos tanto os nosso filhos que depois é dificil eles ganharem asas para voar até outros horizontes.
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria

    ResponderExcluir
  35. amiga querida, depois de uma semana fora do ar por uma virose danada que peguei dos pequenos na escola, estou voltando aos poucos por aqui... e logo vim aqui, parece que meus dedinhos sabiam o que meu coração precisava ler...
    lindo e perfeito seu texto, num momento que meu filhote está virando um mocinho... ai ai, como é dificil, mas vou conseguir!

    beijos no coração!

    Su.

    ResponderExcluir
  36. Boa noite, Valéria. Perfeita como sempre.Concordo plenamente com o texto, e não tem como não ser assim.
    Existem pais que acham que os filhos são seus bebes, e querem tomar as rédeas de suas vidas, impedindo com que tenham vida própria.
    Quando os filhos lutam por essa vida, entram os pais em choque,achando que estão fazendo o certo.
    Na minha opinião, é como se estivessem cegos neste assunto.
    Espero que os filhos saibam dizer não à essa forma de tirania.
    Um beijo grande, e fique com Deus!

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails