segunda-feira, 25 de julho de 2011

BANDA LARGA E MENTE ESTREITA

Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.

Eis a ideia veiculada numa determinada campanha publicitária nacional, que toca numa temática bastante interessante.

Nos tempos de desenvolvimento tecnológico incessante e revolucionário; nos tempos da velocidade da informação, e da conectividade em tempo real com o mundo todo, é necessário pensar.

Pensar se tudo isso, realmente, está sendo utilizado em favor do desenvolvimento humano, ou é apenas mais uma distração criada pela alma imatura do homem terreno.

Sim, pois, se pouco ou nada nos acrescenta como Espíritos, no que diz respeito ao nosso progresso moral, ao nosso melhor comportamento, de que nos adianta?

De que nos adianta ter a facilidade no acesso à informação, se não sabemos o que fazer com ela?

De que adianta ficar sabendo de tantas e tantas coisas, se não sabemos selecionar o que eu quero e o que eu não quero para mim?

Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.

A mente estreita é esta que se perde em meio a tantas possibilidades, sem saber para onde ir.

Naufragam ao invés de navegarem na Web.

Gastam seu tempo querendo saber da vida dos outros, do que aconteceu aqui ou ali, inaugurando apenas uma nova forma de voyeurismo e fofoca - apenas isso.

A mente estreita lê, mas não pensa sobre o que leu, não emite opinião, apenas aceita...

A mente estreita prefere o contato virtual, dos perfis raramente sinceros, do que a conversa olho no olho, sem barreiras, sem máscaras.

A tecnologia está à nossa disposição para nos ajudar. É o conhecimento intelectual engendrando o progresso moral, propiciando o adiantamento do ser humano, e não sua destruição.

A chamada informação nunca foi tão fácil e farta, é certo, mas será ela, por si só, suficiente?

O que mudou em nós, seres humanos, as agilidades tecnológicas da nova era? Tornamo-nos melhores? Mais caridosos? Mais dispostos a nos vermos todos na Terra como irmãos?

Talvez para alguns sim, os de mente larga e coração amplo.

Tantas comunidades do bem na rede, tantas propostas nobres ligando pessoas em todo o mundo!

Inúmeras mensagens de consolo, de esclarecimento, diariamente cruzam os ares virtuais da internet, e levam carinho e alegria a muitos lares infelizes.

São muitos os exemplos de como os avanços intelectuais podem ser bem utilizados em favor do desenvolvimento humano.

Sejamos nós estes de mente larga, que querem e trabalham pelo bem comum, das mais diferentes formas possíveis, e que se utilizam de mais este instrumento, para viver o amor.

O Universo é a condensação do amor de Deus, e somente através do amor poderá ser sentido, enquanto pela inteligência será compreendido.

Conhecimento e sentimento unindo-se, harmonizam-se na sabedoria que é a conquista superior que o ser humano deverá alcançar.

Busquemos a plenitude intelecto-moral, conforme tão bem acentua o nobre Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.

Redação do Momento Espírita com citações do cap. Desenvolvimento científico, do livro Dias gloriosos, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

Imagem: http://images.google.com.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

MATURIDADE ( de ValériaC)

Que interessante é viver [...]

A vida é uma aventura sem igual e diante de nossas escolhas, vamos traçando nossos rumos e claro, tendo em nossas vidas, reflexos claros como consequências.

Diante de tanta complexidade, o que me espanta sobremaneira é a questão da MATURIDADE de cada um de nós.

Creio que é de fundamental importância a trabalharmos em todos os setores de nossas vidas, pois se bem observarmos temos momentos de “infantilidade” em diversos graus que insistem em aparecer vez ou outra, em nosso modo de pensar, sentir e agir [...] e que acabam por nos prejudicar e a quem conosco convive.

É hora de crescer, de aceitar a individualidade, as diferenças entre crenças, o jeito de ser, de aprender com as experiências da vida, de lidar com as situações, que cada um tem. Não podemos querer impor um único caminho(o nosso), um único certo no meio de vários errados, mas precisamos ser livres e deixar que os outros também o sejam, que trilhem seu viver de acordo com o que lhes dita o coração, acertando e errando, mas sempre tentando dar o melhor de si. E assim o crescimento se processa, a lucidez vai tomando conta de tudo e aclarando as lentes com as quais percebemos o mundo e as pessoas e desta forma enfim, a maturidade,

cada vez mais se manifesta.

Quanto mais maturidade temos, mais aceitamos a nós mesmos, com a sinceridade de encarar nossos pontos a serem melhorados, assim como nossas qualidades, com verdadeira humildade e modéstia. E paralelo a isso, se faz necessário que tenhamos a grandeza de vermos tudo isso nos outros também, até porque , todos estamos num continuo processo de despertar, de crescer e de iluminar-se a fim de ser farol em nossa caminhada e o mais possível, ser Luz para o mundo.

Texto de: ValériaC

Revisão: Danilo Carvalho

Imagem: http://images.google.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A VERDADEIRA ALQUIMIA

Certa vez um andarilho apareceu numa aldeia da Idade Média. Dirigiu-se à praça central da cidade, anunciou-se como alquimista e disse que ensinaria como transformar qualquer tipo de metal em ouro. Algumas pessoas pararam para ouvi-lo e começaram a proferir gracejos e ridicularizá-lo. O estranho não se abalou com as chacotas, pediu um pedaço de metal e alguém entregou-lhe uma ferradura, um outro ofereceu-lhe um prego. O alquimista então pegou ambas as peças, e ainda sob as risadas dos incrédulos, colocou-as numa pequena vasilha e derramou sobre elas o conteúdo de um frasco que havia retirado de sua sacola. Permaneceu alguns segundos em silêncio e o fenômeno aconteceu: a ferradura e o prego tornaram-se dourados. Uma sensação de espanto percorreu a multidão que se avolumava cada vez mais na praça. O alquimista levantou as peças de ouro para que todos pudessem admirar a transmutação.

Um ourives presente no local pediu para examinar os objetos e foi atendido. Em pouco tempo, revelou serem as peças de ouro puríssimo como nunca tinha visto. As pessoas agitaram-se e agora queriam ouvir. O alquimista então pegou um grosso livro de sua sacola e disse estar nele o segredo da transmutação dos metais em ouro. Em seguida, entregou o livro a uma criança próxima e partiu tranquilo. Ninguém o viu ir embora, pois todos os olhos mantiveram-se fixos no objeto nas mãos da criança. Poucos dias depois, a maioria das pessoas possuía uma cópia do valioso manuscrito, assim a receita para produzir ouro passou a ser conhecida por todos. Contudo, a fórmula era complexa. Exigia água destilada mil vezes no silêncio da madrugada e ingredientes que deveriam ser colhidos em noites especiais e em praias distantes.

No início todos puseram as mãos à obra, mas com o passar do tempo, as pessoas foram desistindo do trabalho. Era muito penoso ficar mil noites em silêncio esperando a água destilar. Além disso, procurar os outros ingredientes era muito cansativo.

As pessoas foram desistindo. E, à medida que desistiam, tentavam convencer os outros a fazerem o mesmo. Diziam que a forma era apenas uma galhofa deixada pelo alquimista para mostrar como eram tolos. Assim, muitos e muitos outros, influenciados pelos primeiros, também desistiram. Mas, um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho. Apesar de ridicularizados pelo resto da aldeia, continuaram destilando a água e fizeram várias viagens juntos à procura dos ingredientes da fórmula.

O tempo correu, e a quantidade de histórias divertidas, e de situações que eles passaram juntos, desde que começaram a seguir a fórmula, cresceu. E o grupo dos aprendizes de alquimia tornou-se cada vez mais unido. Converteram-se em grandes amigos. Até que em um mesmo dia, todos que tinham começado juntos, viraram a última página das instruções do livro, e lá estava escrito:

"Se todas as instruções foram seguidas, você tem agora o líquido que, derramado sobre qualquer metal, transforma-o em ouro. Entretanto, agora você já percebeu que a maior riqueza não está no produto final obtido, mas sim no caminho percorrido. O que nos torna infinitamente ricos não é a quantidade de ouro que conseguimos produzir, mas os momentos que compartilhamos com os verdadeiros amigos".

Autor Desconhecido(caso alguém souber quem é, favor entrar em contato, que estarei dando os devidos créditos)

Imagem: http://images.google.com.br


É meus queridos, mais importante que ouro ou qualquer coisa material, são as virtudes, as amizades que cultivamos e enfim o AMOR que espalhamos, que tem um poder infinito e imenso de transmutar tudo em bem, alegria, paz, amizade sincera e isso tem um valor inestimável na vida.

Tenham uma semana de alegrias e de muito amor...beijos

domingo, 3 de julho de 2011

CHEGANDO AO DESTINO

Durante anos, nas suas sessões de meditação, o mestre observou a presença de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo. Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o mestre sozinho aproximou-se dele, interpelando-o:

- Mestre, há muitos anos venho ao seu centro de meditação e tenho reparado no grande número de monges e freiras ao seu redor e no número ainda maior de leigos, homens e mulheres. Alguns deles alcançaram plenamente a realização. Qualquer um pode comprovar isso. Outros experimentaram certa mudança em sua vida. Também hoje são pessoas mais livres. Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, entre as quais me incluo, que permanecem como eram ou que talvez estejam até pior. Não mudaram nada, ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim, mestre? Por que o senhor não usa do seu poder e do seu amor para libertar a todos?

O mestre sorriu e perguntou:

- De que cidade você vem?

- Eu venho de Rajagaha, mestre, a trezentos quilômetros daqui.

- Você ainda tem parentes ou negócios nessa cidade?

- Sim, mestre. Tenho parentes, amigos e ainda mantenho negócios em Rajagaha, de modo que frequentemente vou para lá.

- Então, meu jovem, você deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade.

- Sim, mestre, eu o conheço perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Rajagaha, tantas vezes o percorri.

- Deve, então, acontecer de algumas pessoas às vezes o procurarem, pedindo-lhe que lhes explique o caminho, até lá. Quando isso ocorre, você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes claramente o caminho?

- O que haveria para esconder, mestre? Eu lhes explico claramente o caminho, de maneira a não deixar nenhuma dúvida.

- E essas pessoas às quais você dá explicações tão claras... todas elas chegam à cidade?

- Como poderiam, mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho até o fim é que chegam a Rajagaha.

- É exatamente isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam: "Qual é o caminho para a realização"? E o que há para esconder? Eu lhes explico claramente o caminho. Se alguém simplesmente abana a cabeça e diz "Ah, um lindo caminho, mas não me darei ao trabalho de percorrê-lo", como essa pessoa pode chegar ao seu destino? Eu não carrego ninguém nos ombros. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o seu destino. No máximo, é possível dizer: "Este é o caminho e é assim que eu o percorro. Se você também trabalhar, se também caminhar, certamente atingirá o seu destino". Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por si, sentir cada um dos seus passos. Quem deu um passo está um passo mais próximo. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Mas você tem que percorrer o caminho por si só.

Autor Desconhecido(caso alguém souber quem é, favor entrar em contato, que estarei dando os devidos créditos)

Imagem: http://images.google.com.br

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