segunda-feira, 24 de setembro de 2012

QUANDO EU ME FOR... ( de ValériaC)



QUANDO EU ME FOR... ( de ValériaC)

Eu não sei quando será,
mas esse dia vai chegar, para mim, para vocês...
O corpo em sua transitoriedade voltará ao pó,
e somente a essência permanecerá pela eternidade...
Então, um dia, quando eu me for,
quero poder olhar para trás com serenidade
e com alegria de ter feito o meu melhor...
Espero que eu deixe mais do que saudade...
que tenha conseguido deixar
alguns bons exemplos,
lembranças de belos momentos,
de um verdadeiro compartilhar de aprendizagem...
Que eu tenha conseguido contribuir
com as suas vidas , quiçá de mais alguém,
deixado um pouco de luz,
que o carinho tenha sido minha  mensagem...
E que ao se lembrarem  de mim
que eu seja real, com defeitos, mas também qualidades
e que mesmo na minha simplicidade,
fiz o que acreditei  que devia fazer...
me dei  com o que em mim, tinha para dar...
Lembrem-se das coisas que achava importante na vida,
que  tentei ensinar,  a consciência  ampliar...
no quanto a vida pode ser  bonita,
em quanta riqueza,
que cada lição nos traz...
Que fique guardado na memória
a importância, a responsabilidade que quis mostrar
a cada um, no valor de cultivar o interior
com as mais belas flores, como os mais belos jardins
de valores e virtudes...
E não se esqueçam nunca
que a vida sempre vale a pena,
se em tudo o  Amor nos guiar...
E eu sei que se eu tiver conseguido
ao menos um pouco do que gostaria
onde quer que seja minha morada,
me sentirei feliz, em  os ter ajudado,
por ter trabalhado no amor,
na paz e no bem...


Dedico estas palavras  de forma  especial aos meus filhos, pois todos somos parte de uma jornada sem fim...

Texto de: ValériaC (escrito em 04/04/2011)
Imagem: Google

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PÉS E PATAS...(de ValériaC)


Para os amigos(as) que não ficaram sabendo, estive ausente estes dias por conta de uma pequena fratura no dedo do pé, onde foi me recomendado repouso, mas confesso que  pouco consegui fazer rsrsr. Não sou do tipo agitada, mas ficar muito parada, não dá muito certo. Não fiz nenhuma arte,  Carlos, não chutei pedra e nem jogo bola, não,  Chica e Toninho, rssrs, acho que foi meu lado que gostaria de ser bailarina, que me fez esquecer do degrau e ficar na  ponta do pé, só que meu pé dobrou, dai já viram, né?

Vocês me conhecem e podem ter certeza  que sabedora de que somos totalmente responsáveis por tudo o que nos acontece, lá fui eu pesquisar, na verdade confirmar, o que metafisicamente significava o que me havia ocorrido.

De modo geral, os ossos representam a estrutura do Universo; fratura óssea simboliza rebelião contra a autoridade;  pés  representam nossa compreensão de nós mesmos, da vida e dos outros  e termos problemas neles está  ligado ao medo do futuro e de não ir em frente na vida; os dedos, representam os pormenores da vida, mais especificamente,  o polegar(dedão) está ligado a preocupação exagerada, especialmente, com detalhes futuros da vida,  mas cada um dos dedos tem um significado, para mais detalhes procurem ler Louise Hay.  

Fui logo tratando de me interiorizar e claro que entendi direitinho o “recado” sobre o que na minha vida  colaborou para que isso me ocorresse. Por certo,  um recadinho dolorido, me fazendo despertar, me convidando a ajustar  meu rumo na vida, mas  a tempos já me habituei ao invés de reclamar, procurar ver o que  vida está querendo me mostrar e então, seja o que for que me aconteça, vejo  como algo a mais para expandir minha consciência, portanto, mesmo  quando o que me acontece   aparentemente não é “bom”, ainda assim, tiro o melhor do ocorrido. E mais uma vez fico feliz de ter sido apenas uma fratura mínima em meu dedão, que está se recuperando  a passos largos rsrsrs, bom, modo de falar, certo? Ainda não estou pulando corda, mas logo estarei!

Mas porque este titulo do post de hoje? Pés,  são os meus,  a lição foi passada e aprendida(eu espero rsrs). Agora,  patas, é por conta de que na semana passada, demos de cara com uma rolinha bem amuada e machucada, na porta da cozinha de casa. Ficamos penalizados, mas diante do que víamos, tínhamos certeza que em pouco tempo, ela estaria morta.

A noite chegou e a colocamos num cantinho do fogão à lenha sobre um pano,  para que ficasse mais protegida no alto. Amanheceu e ela estava viva. Tratei logo de colocar agua e um pedaço de pão de forma, porque não queria que ela ficasse privada deste mínimo auxilio. Infelizmente sua pata direita estava totalmente quebrada, desconjuntada mesmo, sua asa do mesmo lado,  estava meio torta  e ao nosso ver era questão de tempo, ela morrer, pois não sabíamos se havia danos internamente e nem  a víamos comendo, nem bebendo água.

Ah! Mas para nossa maior surpresa, no 3º dia ela saiu de onde a colocamos e foi no jardim do quintal. No começo quietinha, mas depois deste dia, toda manha ela pulava sozinha e ia  pro gramado e foi ficando mais espertinha.

E justamente no dia que machuquei meu pé, ainda não sabia que tinha quebrado, fui me sentar lá fora com o pé pro alto e fiquei um bom tempo a observando, pulando pra lá e pra cá, caçando bichinhos. Fui ficando encantada  diante de tão belo exemplo que a natureza me trazia. Me comoveu, ver a  aceitação que eu percebia nela, diante de sua limitação, a persistência, a força de vontade desta rolinha, conseguindo cuidar de si própria, seguindo a vida do melhor jeito que conseguia. Na segunda-feira de manhã quando meu filho tentou pega-la, ela voou pro alto do muro e depois de um tempo sentadinha por lá,  ela se foi, mesmo com sua perninha mancando, com um voo meio incerto, hesitante e eu fico aqui torcendo pra que ela esteja bem.

Por mim,  eu até a manteria solta em meu quintal, se ela não mais pudesse  voar, jamais a prenderia numa gaiola, tolhendo sua liberdade, sei que teria o trabalho de pega-la nas mãos cada vez que minha cachorrinha precisasse ir ao banheiro, mas sabia que estaria um pouco mais protegida de alguns predadores. Eu não sei como será sua jornada, se ficará curada, se conseguirá fazer ninhos, se dará continuidade na espécie, assim como não sei como será a minha vida, mas não posso e nem devo querer controlar o que não é para ser controlado, mas sim, diuturnamente vivido. A ela concedo a liberdade e a mim, quero conceder  a leveza de criar cada detalhe da minha vida, sem medos, quero escrever com esmero, cada linha da minha história.

E  vendo tudo isso, mais outras lições para minha vida,  vieram:  
Não devo interferir na liberdade de nenhum ser, que deve seguir seu arbítrio, o que lhe acha mais adequado. Assim como eu quero ser livre e poder viver a minha liberdade, diante de tudo o que me for possível.

Que é preciso crer na capacidade que cada um tem, inclusive  na minha,  mesmo que tenhamos  certas limitações, pois  creio de verdade que todos podemos superar muitas delas, lindamente.

Que não devemos temer o futuro  e o que mais me inspirou, foi ver a coragem dela seguir a vida, pro que der e vier! Eu quero seguir a minha também, com alegria, amor e coragem de ser feliz, de viver de verdade!

Diante disso, que a gente siga a vida sem medo do futuro, até porque ele de fato, não existe, vivemos o eterno agora, portanto vamos bem viver cada agora que nos é concedido  e que a gente siga acreditando na Vida que de alguma forma, sempre  nos provê, nós acolhe em seus braços...

Texto de: ValériaC 
Imagem: Google                         

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ANJOS E HUMANOS (de ValériaC)


Tenho sentido uma sede! É...uma sede de viver, não de somente deixar o tempo escorregar pelos vãos dos meus dedos, mas de viver com intensidade, com inteireza e verdade, mas  não àquela verdade alheia, da massa, mas a verdade que brota do meu coração.

Quero ser livre, como o são as crianças e saborear os perfumes do ar, o cheiro bom de gente, a maciez dos bichos, quero a liberdade dos pássaros, do voo da borboleta...

Quero ser tocada pelo vento, permitir que desmanche os meus cabelos, deitar na grama, sentir cheiro de mato, de terra molhada, tomar banho de cascata...

Quero criar o meu mundo, pinta-lo das minhas cores favoritas, me doar,   brincar, dançar  a música que me encante os ouvidos, quero amar de uma forma sublime, plena de incondicionalidade, ver que a vida é bonita, quero viver sem julgamentos, sem culpas, nem condenações, quero ver no outro  o meu  reflexo e o respeitar,  sabendo que tudo e todos  estamos interligados...

Quero imprimir intensidade em tudo o que eu fizer, desde o sabor da lágrima, de alguma tristeza, assim como o meu  pensar, sentir, falar, cantar, sorrir, abraçar, amar e amar...porque não quero só ver a vida passar, quero muita vida na minha vida,  quero a tudo guardar  impressos doce e amorosamente não só em minha mente, em  meu cérebro, mas nas entranhas da minha alma, para que seja e esteja comigo eternamente e um dia quando meu corpo acabar, meu espírito há de conhecer e se lembrar como foi experienciar a humanidade que existiu fisicamente em mim.

Somos todos “anjos” e nos esquecemos porque estamos humanos, um dia voltaremos a ser a essência perfeita em que fomos originariamente criados e  quando voltarmos a ser anjos, entenderemos muito bem como é viver, como é  ser humano, suas dores, seus mais diversos sentimentos, dramas vivenciados, como é ser apaixonado, feliz, como é ser de carne, osso e coração. Conseguiremos entender, aceitar e amar cada um exatamente como é, com suas aparentes limitações, com a compreensão que tem da vida, do mundo e enfim, será tão simples e sincero amar a todos incondicionalmente.

Mas...!!! Eu acabei de lembra-los que são anjos e humanos, certo? Então, vamos tentar fazer tudo isso desde agora? Acreditem,  o pouco que conseguirmos  fazer com o melhor de nós, fará transformações imensas em nós e no mundo! Humanos, vamos começar a agir um pouquinho mais como Anjos?

Texto de: ValériaC (em 31/08/2012)
Imagem: Google

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