Quando vamos definitivamente aceitar que ser humilde é
verdadeiramente nos auto aceitar nas qualidades e “limitações” que temos?
SER HUMILDE É SER QUEM SOMOS e conseguirmos nos amar
do jeitinho que somos. Pode nos parecer difícil, mas é possível.
Até quando seremos carrascos de nós mesmos? Infelizmente
as pessoas se equivocam e acham que para serem merecedoras de consideração, respeito, aceitação, amor e se
permitirem ser felizes, antes elas tem que ser mais magras, mais
bonitas, inteligentes, bem sucedidas, enfim, “neuroticamente perfeitas”. Ledo engano, isso
é andarmos na contramão. Precisamos entender que merecemos nos validar antes de
que qualquer outra coisa aconteça em nossas vidas, pois de fato,
consequentemente só começarão a nos
acontecer boas coisas e mudanças se nos
amarmos, nos aceitarmos primeiro.
Creio que todo aquele que descobre este tesouro em si
e o vive na prática , sente-se mais
confortável consigo, mais leve, livre e muito mais feliz. E acreditem, todos temos um tesouro dentro de nós. É que muitas vezes o
sufocamos, por não acreditarmos verdadeiramente
em nós, porque vivemos nos perdendo em
comparações com os outros, nós prendemos nas aparências exteriores, vivemos querendo impor uma
igualdade no modo de ser, agir, pensar e aparentar, que não existe. Podemos melhorar? Sim podemos,
mas jamais nos sacrificando em ser como a massa e sim vivendo dentro do que podemos manifestar
do melhor de nós e com o que nos faça
sentir bem de verdade. Apesar de algumas semelhanças, somos lindamente únicos,
especiais, cada qual é uma joia rara,
que com o correr dos tempos está sendo lapidada. Não menosprezemos e nem apaguemos o nosso brilho, deixemos que ele naturalmente
transpareça cada dia mais. Sempre que
nos permitimos ser quem somos, mais brilhantes vamos ficando, pois nossa luz,
nossa verdadeira essência vai se manifestando. E sinceramente, creio que essa é
a nossa maior beleza, é uma preciosidade,
é o que toca, é o verdadeiro “poder”, graça que emana do interior e transforma o exterior.
Que divino vermos que a natureza não se repete, não é
mesmo? Porque temos tanta dificuldade em aceitar a unicidade de cada um e
insistimos em querermos ser tão iguais uns aos outros? Quando vamos entender
que não há um único modelo a ser seguido, mas são infinitos modos de ser, de
viver, de experienciar a vida e que todos são válidos e dentro desta imensa, eu
diria infinita diversidade, TODOS MERECEMOS AMOR E RESPEITO.
Como é maravilhoso quando entendemos que até quando “aparentemente erramos” é porque estamos tentando acertar, é vivendo
e aprendendo que vamos encontrando o
mais funcional em nossas vidas.
Já disse anteriormente
que certo e errado são conceitos
extremamente equivocados, limitantes, relativos, pois na verdade tudo é caminho
para despertarmos, para ampliarmos nossas percepções e consciência. E este
caminho, esta funcionalidade é sempre
muito particular e pode ser bem diferente uns dos outros. Portanto, é
importante passarmos a dar uma atenção
especial ao modo como as situações , as pessoas
ressoam em nós, no nosso coração,
pois nosso coração reflete o que sente nossa alma, alinhavando nossa
inteligência a este sentir, devemos seguir o que sentimos que nos traga uma sensação boa no peito, no corpo, o que nos faça bem e felizes e definitivamente descartarmos o que nos faz sentir algo
diferente disto, que nos oprima, nos cause mal estar. Isso sim é sermos
originais, é fazermos o nosso próprio
caminho, é escrever com as mais belas
letras, a nossa historia, é termos coragem de SER.
Então, quanto mais passarmos a viver com humildade, com
mais aceitação viveremos,
consequentemente mais nos libertaremos das amarras da mente(ego) que tanto nos cobra, nos compara
aos outros, nos exige, que tanto se preocupa com o que os outros vão pensar de
nós, com a aparência de tudo, querendo em vão, agradar aos outros, à sociedade,
às custas de um sacrifício imenso de si
mesmo.
Não estamos aqui para perder tempo nos comparando
massivamente, estamos aqui para despertar, crescer
interiormente, sermos felizes, deixarmos o melhor que há em nós vir à tona. Ninguém
tem que ficar acomodado em nenhum setor da vida, somos capazes de nos superar a
cada dia, se assim nos propusermos, mas cada um no seu próprio ritmo e modo e neste sentido digo que é importante trabalharmos
e permitirmos que o melhor de nós
floresça, mas sempre lembrando que cada um é uma espécie única de flor, com
suas próprias características, cores e perfumes. Não há uma flor mais bela que a
outra, todas são belas do jeitinho que são.
Esta liberdade em ser nós mesmos, em seguirmos nossos
caminhos, não é concedida por ninguém
além de nós mesmos. Vamos definitivamente
nos amar incondicionalmente e sermos quem somos? Vamos começar a olhar para os
outros, vendo a beleza de sua unicidade, do mesmo modo que gostaríamos que nos
vissem?
Texto de: ValériaC