Para os amigos(as) que não ficaram sabendo, estive
ausente estes dias por conta de uma pequena fratura no dedo do pé, onde foi me
recomendado repouso, mas confesso que pouco
consegui fazer rsrsr. Não sou do tipo agitada, mas ficar muito parada, não dá
muito certo. Não fiz nenhuma arte, Carlos,
não chutei pedra e nem jogo bola, não, Chica
e Toninho, rssrs, acho que foi meu lado que gostaria de ser
bailarina, que me fez esquecer do degrau e ficar na ponta do pé, só que meu pé dobrou, dai já
viram, né?
Vocês me conhecem e podem ter certeza que sabedora de que somos totalmente
responsáveis por tudo o que nos acontece, lá fui eu pesquisar, na verdade
confirmar, o que metafisicamente significava o que me havia ocorrido.
De modo geral, os ossos representam a estrutura
do Universo; fratura óssea simboliza rebelião contra a autoridade; pés representam nossa compreensão de nós mesmos,
da vida e dos outros e termos problemas
neles está ligado ao medo do futuro e de
não ir em frente na vida; os dedos, representam os pormenores da vida, mais
especificamente, o polegar(dedão) está
ligado a preocupação exagerada, especialmente, com detalhes futuros da vida, mas cada um dos dedos tem um significado,
para mais detalhes procurem ler Louise Hay.
Fui logo tratando de me interiorizar e claro que
entendi direitinho o “recado” sobre o que na minha vida colaborou para que isso me ocorresse. Por
certo, um recadinho dolorido, me fazendo
despertar, me convidando a ajustar meu
rumo na vida, mas a tempos já me
habituei ao invés de reclamar, procurar ver o que vida está querendo me mostrar e então, seja o
que for que me aconteça, vejo como algo
a mais para expandir minha consciência, portanto, mesmo quando o que me acontece aparentemente não é “bom”, ainda assim, tiro o
melhor do ocorrido. E mais uma vez fico feliz de ter sido apenas uma fratura
mínima em meu dedão, que está se recuperando
a passos largos rsrsrs, bom, modo de falar, certo? Ainda não estou
pulando corda, mas logo estarei!
Mas porque este titulo do post de hoje? Pés, são os meus, a lição foi passada e aprendida(eu espero
rsrs). Agora, patas, é por conta de que
na semana passada, demos de cara com uma rolinha bem amuada e machucada, na
porta da cozinha de casa. Ficamos penalizados, mas diante do que víamos, tínhamos
certeza que em pouco tempo, ela estaria morta.
A noite chegou e a colocamos num cantinho do fogão à
lenha sobre um pano, para que ficasse mais
protegida no alto. Amanheceu e ela estava viva. Tratei logo de colocar agua e
um pedaço de pão de forma, porque não queria que ela ficasse privada deste
mínimo auxilio. Infelizmente sua pata direita estava totalmente quebrada,
desconjuntada mesmo, sua asa do mesmo lado,
estava meio torta e ao nosso ver
era questão de tempo, ela morrer, pois não sabíamos se havia danos internamente
e nem a víamos comendo, nem bebendo
água.
Ah! Mas para nossa maior surpresa, no 3º dia ela saiu
de onde a colocamos e foi no jardim do quintal. No começo quietinha, mas depois
deste dia, toda manha ela pulava sozinha e ia
pro gramado e foi ficando mais espertinha.
E justamente no dia que machuquei meu pé, ainda não
sabia que tinha quebrado, fui me sentar lá fora com o pé pro alto e fiquei um
bom tempo a observando, pulando pra lá e pra cá, caçando bichinhos. Fui ficando
encantada diante de tão belo exemplo que
a natureza me trazia. Me comoveu, ver a aceitação que eu percebia nela, diante de sua
limitação, a persistência, a força de vontade desta rolinha, conseguindo cuidar
de si própria, seguindo a vida do melhor jeito que conseguia. Na segunda-feira
de manhã quando meu filho tentou pega-la, ela voou pro alto do muro e depois de
um tempo sentadinha por lá, ela se foi,
mesmo com sua perninha mancando, com um voo meio incerto, hesitante e eu fico
aqui torcendo pra que ela esteja bem.
Por mim, eu até
a manteria solta em meu quintal, se ela não mais pudesse voar, jamais a prenderia numa gaiola, tolhendo
sua liberdade, sei que teria o trabalho de pega-la nas mãos cada vez que minha
cachorrinha precisasse ir ao banheiro, mas sabia que estaria um pouco mais
protegida de alguns predadores. Eu não sei como será sua jornada, se ficará
curada, se conseguirá fazer ninhos, se dará continuidade na espécie, assim como
não sei como será a minha vida, mas não posso e nem devo querer controlar o que
não é para ser controlado, mas sim, diuturnamente vivido. A ela concedo a
liberdade e a mim, quero conceder a
leveza de criar cada detalhe da minha vida, sem medos, quero escrever com
esmero, cada linha da minha história.
E vendo tudo
isso, mais outras lições para minha vida, vieram:
Não devo interferir na liberdade de nenhum ser, que
deve seguir seu arbítrio, o que lhe acha mais adequado. Assim como eu quero ser
livre e poder viver a minha liberdade, diante de tudo o que me for possível.
Que é preciso crer na capacidade que cada um tem,
inclusive na minha, mesmo que tenhamos certas limitações, pois creio de verdade que todos podemos superar
muitas delas, lindamente.
Que não devemos temer o futuro e o que mais me inspirou, foi ver a coragem
dela seguir a vida, pro que der e vier! Eu quero seguir a minha também, com
alegria, amor e coragem de ser feliz, de viver de verdade!
Diante disso, que a gente siga a vida sem medo do
futuro, até porque ele de fato, não existe, vivemos o eterno agora, portanto
vamos bem viver cada agora que nos é concedido
e que a gente siga acreditando na Vida que de alguma forma, sempre nos provê, nós acolhe em seus braços...
Texto de: ValériaC